sexta-feira, 7 de junho de 2013

15 filmes com Leonardo DiCaprio

Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador (1993)

Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador (1993) não é o primeiro filme de Leonardo DiCaprio, mas é certamente o mais importante do início da sua carreira. Atuando ao lado de Johnny Depp e Juliette Lewis, ele interpreta um pré-adolescente com problemas mentais, em uma família dilacerada pelo suicídio recente do pai.

No início, o diretor Lasse Hallström não pensava em escalar DiCaprio para o papel por ser "bonito demais", mas ficou tão surpreso com o teste de elenco que acabou apostando no talento do jovem.

Sem cair nos estereótipos, o ator demonstra grande versatilidade, recebendo diversas indicações a melhor ator revelação em 1994. Por essa atuação, DiCaprio também recebeu a primeira de suas três indicações ao Oscar, como ator coadjuvante, mas perdeu paraTommy Lee Jones em O Fugitivo.

Diário de um Adolescente (1995)

Depois do difícil papel de um jovem com problemas mentais em Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador,Leonardo DiCaprio aceitou mais um papel bastante exigente: o de um talentoso esportista consumidor de drogas que recorre à prostituição e aos roubos para sustentar o vício em Diário de um Adolescente (1995).

O filme é baseado na autobiografia de mesmo nome, escrita pelo poeta e músico Jim Carroll em 1978. DiCaprio atua novamente com Juliette Lewis, além de Lorraine Bracco e Mark Wahlberg.

Pela violência do filme, a produção foi envolvida em diversas polêmicas: a primeira delas veio de um adolescente de 14 anos que teria matado membros de um grupo religioso, inspirado no personagem de DiCaprio. Mais tarde, após o massacre na escola americana de Columbine, pais das vítimas citaram Diário de um Adolescente como principal fonte de inspiração aos assassinos, já que o protagonista tem um sonho no qual entra na escola atirando nos colegas.

Romeu + Julieta (1996)
Associado aos papéis de adolescentes rebeldes,Leonardo DiCaprio dá uma importante guinada na carreira com Romeu + Julieta (1996). Ele interpreta o papel masculino principal, enquanto Claire Danes faz Julieta. Essa foi a primeira colaboração do ator com Baz Luhrmann, com quem filmou O Grande Gatsby em 2013.

Este também foi o primeiro grande sucesso de bilheteria do ator, já que a produção arrecadou US$147 milhões pelo mundo inteiro. A crítica também aprovou o estilo excessivo desta versão pop e moderna de Shakespeare. Entre os vários prêmios vencidos pelo filme, DiCaprio recebeu o troféu de melhor ator no prestigioso Festival de Berlim em 1997.





Titanic (1997)

Após comprovar seu potencial em filmes românticos com Romeu + Julieta, Leonardo DiCaprio conquistou o papel mais importante em toda a sua carreira, como o pobre Jack em Titanic (1997).

Mas não foi fácil obter o papel: primeiro, os nomes de Matthew McConaughey e Chris O'Donnell, foram cogitados, mas os atores eram considerados velhos demais. Tom Cruise demonstrou interessado no filme, mas exigiu um salário impensável para os produtores. Quando expressaram interesse em DiCaprio, o próprio ator não tinha interesse no papel, e foi ao teste de elenco sem grande convicção. Ele leu suas falas de modo irônico, mas acabou despertando a atenção de James Cameron, que acreditou no potencial do ator.

Titanic tornou-se o segundo maior sucesso de bilheteria de todos os tempos, com incríveis US$2,1 bilhões arrecadados pelo mundo. DiCaprio pode ser considerado um dos maiores responsáveis por estes números, já que desencadeou uma mania sem precedentes na época, quando diversos fãs do ator no mundo inteiro assistiram ao filme diversas vezes, inclusive competindo entre si para provar a maior admiração pelo astro.

Celebridades (1998)

Depois do sucesso assombroso de Titanic (1997),Leonardo DiCaprio começou a calcular seus próximos passos, para não ser eternamente conhecido como Jack. Ele pensou em aceitar o sangrento papel de Psicopata Americano (2000), mas teve medo da repercussão em sua carreira. Antes disso, o ator aceitou um pequeno papel no filme de Woody Allen,Celebridades (1998), uma pequena comédia sobre a histeria dos novos astros de Hollywood.

Neste sentido, foi com certa ironia que o astro deTitanic interpretou um ator excêntrico e explosivo, ao lado de personagens temperamentais e fúteis, interpretadas por Winona Ryder e Charlize Theron. Esta produção em preto e branco pode ter sido uma das menores bilheterias da carreira de DiCaprio, mas serviu para mostrar seu interesse por produções alternativas, e sua versatilidade no gênero cômico.



A Praia (2000)

A Praia (2000) marca a colaboração entre DiCaprio e o premiado diretor Danny Boyle, em uma adaptação literária sobre um americano viajando a Bangcoc. Em busca de uma praia paradisíaca deserta, ele segue os conselhos de um homem drogado, com tendências suicidas (Robert Carlyle) e chega ao local acompanhado de um casal de franceses (Guillaume Canet e Virginie Ledoyen). Mas logo o ciúme e as brigas afetam a estadia.

Logo depois de receber um troféu Framboesa de Ouro de pior ator pelo criticado O Homem da Máscara de Ferro (1998), DiCaprio voltou a receber duros ataques por sua atuação neste filme, ganhando inclusive mais uma indicação ao prêmio de pior ator. Com esse segundo revés, DiCaprio passou a cuidar melhor de sua carreira e escolher seus projetos com cuidado, incluindo dois grandes sucessos em 2002.



Prenda-me Se For Capaz (2002)

Em 2002, Leonardo DiCaprio atou na produção mais difícil de sua carreira: Prenda-me Se For Capaz, mistura de comédia, suspense e filme de ação sob direção deS teven Spielberg. Em menos de dois meses, o ator filmou em 147 lugares diferentes, dividindo a cena com Tom Hanks e Christopher Walken.

Esta história baseada em fatos reais acompanha a trajetória de Frank Abagnale Jr., um jovem de 18 anos especializado em se passar por homens de sucesso, incluindo médicos, advogados e pilotos. Suas fraudes custaram mais de 1,3 milhão aos cofres americanos, mas a polícia demorou anos para capturá-lo.

O filme foi um grande sucesso de bilheteria, sendo o terceiro filme mais popular da carreira de DiCaprio depois de Titanic e A Origem.


Gangues de Nova York (2002)

Além do trabalho em Prenda-me Se For Capaz, 2002 é o ano que dá início à ótima parceria entre Leonardo DiCaprio e o diretor Martin Scorsese. Foram cinco filmes até 2013 (incluindo O Aviador, pelo qual o ator recebeu mais uma indicação ao Oscar), geralmente marcados pelos personagens sombrios em mundos repletos de corrupção e violência.

Em Gangues de Nova York, DiCaprio interpreta Amsterdam Vallon, o jovem líder de uma facção irlandesa. A produção encontrou diversos problemas e demorou oito meses para ser concluída, mas o resultado foi positivo: além do sucesso de público, a produção foi indicada a 10 Oscars. Ironicamente, o filme não foi recompensado com nenhuma estatueta.

Embora a atuação de DiCaprio tenha sido elogiada, a maior parte da mídia se voltou à performance espetacular de Daniel Day-Lewis no filme.

Os Infiltrados (2006)

Os Infiltrados, nova colaboração entre Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio, coloca o ator no papel de Billy Costigan, um policial responsável por se infiltrar na máfia e ganhar a confiança dos chefes. Ao mesmo tempo, o criminoso Colin Sullivan (Matt Damon) infiltra-se na polícia. Quando a identidade secreta dos dois levanta suspeitas, as vidas de Billy e de Colin correm perigo.

Este filme, maior sucesso de público da parceria Scorsese-DiCaprio, foi um dos filmes mais lucrativos de 2006, além de vencer o Oscar de melhor filme. Com o sucesso de Os Infiltrados, Leonardo DiCaprio tornou-se uma das raríssimas personalidades de Hollywood a protagonizar duas produções vencedoras do Oscar de melhor filme.





Foi Apenas um Sonho (2008)

Desde o sucesso de Titanic (1997), o mundo do cinema se perguntava quanto Leonardo DiCaprio voltaria a atuar com Kate Winslet. Nenhum dos dois queria atuar mais uma vez em uma história semelhante à de Titanic, por isso Winslet teve a ideia de chamar o ator para o sombrio drama Foi Apenas um Sonho, drama dirigido por Sam Mendes.

Embora DiCaprio e Winslet formem novamente um casal, não existe aventura nem heroísmo neste filme sobre a crise de um casal com o American Way of Lifedos anos 1950. Michael Shannon também aparece nesta história em um papel memorável, atacando duramente o estilo de vida idealizado dos casais americanos.

O teor crítico e bastante pessimista cativou a crítica, mas os espectadores não gostaram desta história pouco romântica. Foi Apenas um Sonho tornou-se o pior resultado de DiCaprio nas bilheterias desde 1996, quando trabalhou em As Filhas de Marvin.

Ilha do Medo (2010)

O envolvimento de Leonardo DiCaprio e Martin Scorseseno projeto de Ilha do Medo surpreendeu a todos: como duas personalidades tão prestigiosas poderiam se envolver em um pequeno suspense fantástico, próximo dos filmes de terror?

Mas o diretor transformou essa trama passada em um hospital psiquiátrico em uma pequena obra-prima do gênero, com diversos atores excelentes, como Ben Kingsley, Mark Ruffalo, Michelle Williams, Jackie Earle Haley...

DiCaprio interpreta um arrogante investigador, encarregado de descobrir como uma mulher teria fugido do hospital Shutter Island sem deixar traços. Certo de que vai resolver o caso facilmente, ele se depara com os perigosos internos e governantes da instituição.


A Origem (2010)

A Origem marca a colaboração entre Leonardo DiCaprio e o reputado cineasta Christopher Nolan, autor da trilogia do Cavaleiro das Trevas. O ator foi o primeiro escolhido na produção, encorajando novos financiamentos (o filme custou excepcionais US$160 milhões) e a inclusão de diversos atores de peso, como Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page e Tom Hardy.

A trama gira em torno de Cobb (DiCaprio), um homem especializado em entrar na mente das pessoas e roubar informações durante o sono. Com problemas na justiça, ele aceita a perigosa tarefa de plantar uma ideia na cabeça de um jovem milionário.

Com efeitos especiais alucinantes e diversas cenas dentro de outras cenas, A Origem surpreendeu (e confundiu) muitos espectadores. O resultado final foi bastante positivo: com US$825 milhões arrecadados pelo mundo, o filme tornou-se o segundo maior sucesso na carreira de DiCaprio depois de Titanic.

J. Edgar (2011)

Depois de grandes projetos populares, Leonardo DiCaprio aceitou novamente um filme ousado, de pequenas proporções, sobre um homem pouco conhecido: J. Edgar Hoover, diretor do FBI durante cerca de 50 anos. Clint Eastwood, especialista em tramas sobre os bastidores da polícia, comandou o filme, com roteiro do mesmo autor do premiado Milk - A Voz da Igualdade.

Impiedoso com comunistas e anarquistas, este homem tirânico escondia de todos sua vida pessoal turbulenta, incluindo sua relação homossexual com o assistente Clyde Tolson (Armie Hammer).

Ao dar grande atenção à vida privada de J. Edgar, o filme tornou-se um drama intimista, além de uma produção policial. Apesar da atuação elogiada de DiCaprio, os temas espinhosos não seduziram o grande público, e J. Edgar mal pagou seus custos de produção.

Django Livre (2012)

O público já estava acostumado a ver Leonardo DiCaprio no papel de homens perturbados, mas ele nunca tinha interpretado um verdadeiro vilão. Essa oportunidade veio com Django Livre, filme de Quentin Tarantinosobre a escravidão no sul dos Estados Unidos.

O irreconhecível DiCaprio interpreta Calvin Candie, um fazendeiro inescrupuloso que compra escravos para observá-los brigando até a morte. Em particular, ele é o proprietário de Broomhilda (Kerry Washington), esposa do escravo liberto Django (Jamie Foxx). As cenas em Candyland, quando Candie enfrenta o cínico Dr. Schultz (Christoph Waltz) são antológicas. Quem imaginaria ver DiCaprio com um martelo na mão, com o rosto repleto de sangue, berrando contra os inimigos?

Embora tenha sido ignorado pelo Oscar, Leonardo DiCaprio recebeu uma indicação ao Globo de Ouro pelo papel.

O Grande Gatsby (2013)

Dezessete anos após Romeu + Julieta, Leonardo DiCaprio volta a trabalhar com o cineasta Baz Luhrmannem O Grande Gatsby, adaptação do romance de F. Scott Fitzgerald.

O cineasta, conhecido pelo estilo exagerado e pop, adaptou uma história à altura, sobre um homem milionário (DiCaprio) que vive uma vida de extravagâncias no começo do século XX, mas esconde um passado sombrio na Primeira Guerra Mundial. Suas feridas são descobertas quando ele se apaixona por Daisy (Carey Mulligan), uma mulher casada.

A produção enfrentou dificuldades e demorou para chegar ao cinema, mas a espera valeu a pena: O Grande Gatsby teve um sucesso muito maior do que se esperava (já foram arrecadados mais de US$250 milhões pelo mundo até o momento), e DiCaprio foi descrito por diversos críticos como o ator ideal para o papel ambíguo de Gatsby.

Fonte: Adoro Cinema

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